Para a física, o conceito de resiliência diz respeito à capacidade que um material tem de suportar grandes impactos, absorvendo a energia aplicada e voltando à sua forma original.

Nas pessoas, a resiliência representa a capacidade de se adaptar ou até mesmo evoluir após momentos de adversidade. Para a psicologia, ser resiliente é ter a capacidade de dar a volta por cima, lidando e superando adversidades e transformando experiências negativas em aprendizado.

Todas as pessoas já passaram por traumas, perdas, rupturas, transformações e desafios. Se você é capaz de se recuperar desses momentos, aprendendo com cada experiência, pode se considerar uma pessoa resiliente. Além disso, o resiliente não entra em desespero diante dos imprevistos e adversidades, mantendo o equilíbrio para enfrentar cada situação.

Exemplo de resiliência

Existem muitos exemplos de pessoas que transformaram verdadeiras tragédias em oportunidade de crescimento. Um deles é Nelson Mandela, um dos mais importantes líderes da história mundial, conhecido principalmente por sua luta por um mundo melhor.

Nascido em 1918, na África do Sul, Mandela criou a Liga Juvenil do Congresso Nacional Africano (CNA), partido pelo qual se tornaria presidente do país. Em um regime político que considerava o negro uma raça inferior e, portanto, sem direitos, Mandela lançou o manifesto ”Um Homem, Um Voto”, no qual mostravam que 2 milhões de brancos dominavam 8 milhões de negros.

Mandela, junto com o CNA, adotou o princípio de não violência como norteador de sua luta. Porém, em 21 de março de 1960, durante um protesto pacífico contra a Lei do Passe (que obrigava os negros a carregarem uma caderneta informando os lugares que poderiam frequentar), a polícia abriu fogo contra as 5 mil pessoas que participavam do ato.

Mais de 60 pessoas morreram e mais 200 ficaram feridas. A partir deste dia — hoje conhecido como Dia Internacional contra a Discriminação Racial —, Mandela entendeu que não seria possível mudar a grave situação do país apenas por vias pacíficas, passando a buscar treinamento militar.

Por conta de sua luta, Mandela foi condenado à prisão perpétua em 1964. Passou 27 anos preso e, durante a reclusão, percebeu que seria importante aprender o africâner — a língua dos brancos. Mesmo na cadeia, tornou-se internacionalmente conhecido como símbolo da luta contra o regime segregacionista.

Com o aumento da pressão internacional, após muita negociação, Mandela foi solto em fevereiro de 1990. Apesar de terem tirado 27 anos de contato com sua família e com seu país, os discursos de Mandela ao sair da prisão eram mais conciliadores e menos inflamados.

A mudança foi fundamental para a refundação do país, que o elegeu presidente em 1993. Sua política foi marcada principalmente pela ausência de domínio dos brancos sobre negros, instalando uma democracia multirracial.

Mandela ensinou o dom da resiliência a seu povo, e seu governo buscou reconciliar oprimidos e opressores. Ao longo de seus 95 anos de vida, Mandela foi um verdadeiro “herói de carne e osso”. O dia de seu nascimento, 18 de julho, foi declarado o Dia Internacional Nelson Mandela, que tem o objetivo de valorizar a luta pela liberdade, justiça e democracia.

Por: http://www.sbie.com.br/blog

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