Com certeza algo sobre mim que 100% das pessoas que me conhecem dirão na lata: ela não é uma pessoa que gosta de acordar muito cedo. Isso não é uma fato espantoso, que só atinge 1% da população, mas é um fato muito fatídico sobre mim e todos sabem.

Sobre as manhãs, logo nos primeiros dias da 2ª série do ensino fundamental, me pegava pensando o porquê de acordar cedo pra ir pra escola, e a partir dali surgiu um pensamento (bem inocente por sinal) que quando terminasse a escola não precisaria mais acordar tão cedo pra aprender. Ou não dispensaria tanto tempo assim para tal fim.


Aí a gente vai crescendo, aprendendo, tomando gosto e entendendo o nosso processo de aprendizagem.

Reais, Fatos.

Entendemos também que o processo de aprender é constante ou não aprende que aprender é um aprendizado constante? EPA! Calma aí, trava-línguas não. Explico melhor nos próximos parágrafos onde esse ninho de mafágafos quer chegar.

Não houve antes na história da humanidade um salto tão grande na maneira que nós agimos, nos costumes, nos processos de trabalho, na convivência, nos processos de produção e como as coisas são feitas. É claro, com o advento da tecnologia tudo aconteceu muito mais rápido e muitas mudanças ainda estão por vir.

Nesse cenário de mudanças no ritmo flash e com tecnologia nova surgindo a cada instante e que aqui entre nós, nunca vai parar de mudar, é necessário aprender constantemente. Aprender novas ferramentas, novas tecnologias, novos conceitos. Dessa necessidade constante de aprendizado nasceu o conceito lifelong learning (pode ser traduzido como aprendizado ao longo da vida).

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O lifelong learning é basicamente a necessidade de pessoas se manterem constantemente em desenvolvimento e estudo. É a educação continuada dos indivíduos, esse modelo se tornou mais sólido no século XX, onde somente a qualificação até o fim do seu módulo não é mais suficiente, é necessário manter-se atualizado, instruído, produzindo e sendo competitivo.

Um exemplo disso é que não basta mais fazer somente a faculdade, é necessário aprofundar-se e atualizar-se cotidianamente sobre sua área de atuação. Esse conceito é amplamente aplicado por profissionais da saúde, médicos, fisioterapeutas, pois sempre surgem novas doenças, equipamentos, métodos.

E COMO APLICAR O LIFELONG LEARNING?

Todo aprendizado escolar começa lá na minha preguiça de acordar cedo para ir pra escola e se estende por cerca de 15 anos, desde o jardim de infância até o fim da graduação e SÓ isso não é mais suficiente. Segundo matéria da DRAFT, mais de 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não existem, o que pode ser subentendido que essas profissões são evoluções das atividades que existem hoje, que só serão capazes de existir com esse aprendizado continuado.

Os profissionais de hoje que entenderem que o aprendizado e evolução são constantes poderão desenvolver habilidades múltiplas que acarretarão no surgimento de uma nova metodologia, novo produto, nova profissão. O aprendizado não termina na faculdade! Ele se estende por toda vida e é nisso que o lifelong learning se baseia.

Não existe uma fórmula mágica ou uma receita para se tornar um lifelong learner, o que existe é uma mudança de pensamento “girar a chave”. Ana Maria Diniz, do blog Educação Vale a Pena diz que se deve “romper com as amarras das convenções e compreender a aprendizagem como um projeto de longo prazo, sem data para terminar.”

Esse rompimento que Ana sugere, pode também ser compreendido como a internet como uma sala de aula, um novo jeito de aprender além das carteiras. É o aprendizado cotidiano da internet, do conhecimento adquirido no mercado de trabalho e a busca de conhecimento e compreensão em todas as fases da vida.

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