Quando mudei para São Paulo, há 3 anos atrás, vinda de uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, além do caos, percebi que me adaptei a cidade, e isso ocorreu de tal maneira que mesmo aos fins de semana e com um tempo grande entre meus compromissos e o trajeto que faria, corria loucamente para chegar aos lugares sem nem saber por quê. Contei essa pequena estória por que é muito fácil nos condicionarmos a coisas e momentos que nem são nossos, a aprendizagem quer que o jovem seja protagonista dos seus momentos, assim como percebi o ritmo dos meus afazeres. E daí vem a pergunta: Mas, o que é aprendizagem?

Lá vamos nós…

A aprendizagem faz parte da ênfase educacional, processo onde o professor tem o papel de co-autor  na transformação do comportamento, construído através da experiência por fatores neurológicos, relacionais, emocionais e ambientais. O ato de aprender é resultado da sintonia entre estruturas mentais e ambientais. Na aprendizagem, o processo é construído e reconstruído continuamente.

Do ponto de vista, do programa aprendiz, a instituição deverá promover a formação técnico-profissional metódica de adolescentes e jovens, desenvolvida por meio de atividades teóricas e práticas e que são organizadas em tarefas de complexidade progressiva. Tais atividades são implementadas por meio de um contrato de aprendizagem, com base em programas organizados e desenvolvidos sob a orientação e responsabilidade de entidades habilitadas. (Lei nº. 8.069/90 Art. 62 e CLT Art. 428)

Em todo esse processo existem resignificações dos sujeitos, novos formas de comunicação e construção de novas habilidades tipificando atitudes relevantes e competências. Por trás dessas ações, existe participação, mediação e interatividade, pois existe um novo ambiente de aprendizagem e redistribuição dos papéis de atores e co-autores, trabalhando também as incertezas e novas formas de interação e caminhos a seguir.

Nesse conceito pedagógico, orientadores e alunos interagem usando a mútua responsabilidade, confiança e dialogicidade para auto-avaliação de suas funções e participações. Esse processo é essencial, pois nesse encontro o orientador e o aluno vão construindo novos modos de se praticar a educação.

Os objetivos da aprendizagem são classificados em: domínio afetivo (gostos, atitudes e sentimentos), cognitivo (ligados a conhecimento e capacidade intelectual) e psicomotor (que sobressaem o uso dos músculos). No domínio cognitivo (conhecimento)  desenvolvemos habilidades de aceitabilidade, reconhecimento, aplicação, memorização, síntese e avaliação. Na parte afetiva trabalhamos receptividade, resposta , valorização e organização. No domínio psicomotor apresentamos habilidades relacionadas a movimentos básicos fundamentais.

Os conceitos abordados pela instituição e, naturalmente, pelas empresas, com apoio e acompanhamento da instituição, o jovem desenvolva e crie sua própria história e não tenha uma vida copiada, a sombra de outros e outras histórias. Ele como aprendiz é  protagonista da sua vida, focando na criatividade, criticidade e  cooperação, dando a ele o poder e a coragem de transformar  a sociedade e meio em que vive.

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