A geração Z: Primeira geração que conhecem o mundo com internet, eles são dinâmicos, exigentes e autodidatas . Essa geração sabe muito bem o que quer e está agora adentrando no mundo do trabalho, levando todas as suas características, boas ou não tão boas dependendo do ponto de vista.

Algumas das características fortes no ambiente de trabalho é:  não fazem muita questão de respeitar a hierarquia e não sentem-se presos à situações que não lhe agradam por dinheiro. Podem parecer arrogantes, mas é uma imagem que passam por serem muito seguros e saber o que querem.

As empresas terão que se adaptar a um novo profissional, que não abre mão da sua vida pessoal em nome de horas extras. Eles exigem dos seus cargos flexibilidade, podem talvez, criar atritos em empresas que não tenham uma visão mais aberta sobre o mercado.

A geração Z não se prende mais a uma carreira sólida com anos de trabalho que não cabem nos dedos, prezam uma boa relação de trabalho com os colegas e uma vez que não encontram esses dois pontos em uma empresa já iniciam a procura por outro emprego.

Os desafios que as empresas enfrentarão com os nativos digitais serão muito mais de flexibilidade e adaptação a uma geração que está sempre em movimento, seja com informações ou espaços. Reter os talentos advindos desta geração também será um desafio: Esse desejo por mudanças e novos métodos para fazer diferente muitas vezes não se encaixa em um mundo que está em constante movimento.

 

Outro desafio enfrentado, é que o excesso de informações é bem superficial, segundo trecho de uma entrevista da revista online El Pais Brasil ‘’ Isso acontece por causa do amplo acesso que a Geração Z tem às informações, por meio da internet, utilizando ferramentas como smartphones, tablets etc. Eles recebem muita informação, mas não se aprofundam em nada”.  Esse profissional pode ser disperso e ter problemas de foco, mas em contrapartida têm uma visão macro do seu mercado de atuação e uma criatividade muito aguçada, tanto para criação quando resolução de problemas.
Um ponto que é importante ressaltar é não só a exigência dessa geração como funcionários, mas também como clientes. São exigentes e têm diferentes canais para expressar seu descontentamento com uma empresa ou serviço, exigindo cada vez mais que as empresas pensem em uma boa estratégia de pós venda.

 

Matéria do El País Brasil: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/02/20/politica/1424439314_489517.html

Este post tem 2 comentários

  1. No item acima que inicia: (Algumas características….) Tenho a comentar que discordo do parecer de que os jovens não fazem questão de respeitar a hierarquia. Todos os jovens que trabalharam aqui na Multicarnes/Polialimentos, sempre foram respeitadores não só da hierarquia mas também de seus colegas de outros setores, independente de cargos. Sempre demonstraram interesse em trabalhar até além de sua carga horária não para faturar horas extras, mas para concluir suas tarefas nos prazos solicitados.Sempre foram agradecidos pelos seus ganhos salariais, com humildade e jamais com arrogância. Sempre que terminam seus contratos de aprendizagem, pedem para renovar ou serem efetivados e lamentam a saída. Talvez isso depende de cada empresa, de seu ambiente, de seu tratamento com o jovem.

    No item “As empresas terão…” Tenho a dizer que a palavra Aprendiz, já diz que o jovem vem fazer estágios nas empresas é para Aprender, Conhecer, Corrigir suas falhas, ser preparado para o mercado de trabalho, ser disciplinados, como se aprende dentro de sua casa, quando entra na escola, ai dentro do Camp Oeste e finalmente o comportamento dentro de uma empresa, que na sua maioria tem o manual do Regulamento Interno. O profissional, seja menor ou adulto que não se sujeitar a isso estará fadado ao fracasso.

    A entrevista dada à Revista El Pais está equivocada. O acesso a informação, seja através da imprensa escrita, falada ou internet, é uma coisa boa para todos que se interessam em estar sempre ligados, conectados, por dentro. Mas a sabedoria não nos torna independentes, de não ter de acatar as leis, as normas, o respeito, a obediência, às diretrizes de uma empresa, dentro de casa, com os vizinhos, nos restaurantes, nos cinemas, nos esportes. Onde quer que estejamos, por mais sábios que sejamos, a nossa liberdade termina onde começa a do próximo. Quem for contra isso, acabará por se tornar um marginal. Cito como exemplo Edward Snowden, cidadão americano, ex técnico da Cia. que vazou informações de segurança do Governo do Estados Unidos e hoje encontra-se foragido na Russia e Julian Assange, fundador do site de vazamentos WikiLeaks, também foragido, hoje encontra-se refugiado na embaixada do Equador em Londres. Se sair dessa embaixada e pisar na calçada, será preso na hora. Colaboração de DEVANIR ALVES FERREIRA, Gerente de Recursos Humanos da empresa Multifoods Comércio de Produtos Alimentícios e Bebidas Ltda.

    1. Boa tarde, Devair.
      Foram perfeitas as suas colocações, o tom deste artigo pode soar arrogante em alguns pontos. Esse artigo em que nos baseamos do El País cita características de uma geração, o que é bem amplo, mas de certa maneira define algumas características dos jovens que já estão no mercado de trabalho hoje, como estagiários de ensino superior ou profissionais já formados.
      Esse cenário pode não soar tão fidedigno dos jovens com 16, 17 e 18 anos, mas já aponta em alguns jovens um pouco mais velhos que já estão em uma outra fase da carreira.
      A questão do conhecimento disponível, é indiscutível que essa geração tem um acesso muito maior á informação do que as demais. O que o artigo cita é a dificuldade de se aprofundar em um conteúdo/tema específico devido exatamente ao excesso de informação disponível. A qualidade também é discutível, visto por exemplo, a quantidade de notícias falsas que circulam nas redes sociais.
      Não viemos através deste artigo, de maneira alguma, reforçar esterótipos de jovens desobedientes, arrogantes e prepotentes. Mas já se fala nas características dessa geração tentando prever a melhor maneira de gerencia-la e trabalhar com o melhor que ela tem, para o bem da empresa e do jovem.
      Fizemos um outro artigo dando dicas de como lidar com essa geração de características únicas e que veio para mudar por completo o mercado de trabalho:
      https://campoeste.org.br/como-fazer-a-geracao-z-produzir-no-ambiente-de-trabalho/

      Obrigado pelo comentário.

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