Como diria uma amiga: o que levamos dessa vida são histórias, eu sou uma pessoa cheia delas, então vou aqui, novamente, contar um ‘’causo’’ da minha infância: ganhei minha primeira bicicleta aos 6 anos de idade, logo eu, uma menina com todos os problemas de equilíbrio que se possa imaginar. Vivia tropeçando no plano, não tinha (tenho) noção nenhuma de espaço e no auge dos meus 25 anos, salto alto é uma coisa que me dá calafrios e me faz imaginar 150 maneiras diferentes de levar um tombo e disfarçar com um desempenho do novo clipe da Beyoncè. 

Depois dessa breve introdução de desastres, vou ao foco principal da história:

Levei muito tempo, muito tempo mesmo pra andar de bicicleta sem as rodinhas. Existia também outra questão: Só conseguia pedalar em volta de uma árvore que tinha em frente a minha casa, não sei até hoje por qual motivo, razão ou circunstância, mas é isso que eu fazia todo santo dia depois de chegar do prézinho, depois de 6 árduas horas comendo cola e colorindo paredes com giz de cera (minha mãe nunca mais me deu giz de cera). Resultado de tantas limitações, até hoje não aprendi a dirigir, consigo até ligar o carro, aprendi isso pois ás vezes meu namorado me deixa sozinha e eu quero ligar o rádio. Mas esse é o máximo de interação que tenho com veículos automotores e de locomoção, aliás, não a única, a história desse setor (automotivo) é bem interessante.

No ano de 2016 esse mercado movimentou nos EUA 16 milhões de carros vendidos e 7 milhões na China.

Vamos voltar um pouquinho, pra quando essa revolução começou: Durante o andamento da revolução industrial, lá pela metade do século 19 surgiram os primeiros veículos que utilizavam máquina á vapor. Esses carros eram pesados e lentos, logo na segunda metade do século 19 surgiram os primeiros motores de combustão interna, a partir daí, surgiram os protótipos de veículos, que podem ser considerados os primeiros automóveis.

A maior revolução na história do setor automotivo   ocorreu em 1892 quando Henry Ford produziu seu primeiro veículo nos Estados Unidos, em Detroid. Ford era um engenheiro habilidoso, construiu o protótipo de um carro com um motor de dois cilindros e potencial de 20 milhas por hora. As suas criações mais  importantes foram o Ford A que foi evoluindo até o Ford T (1909), onde seus conceitos industriais e da linha de produção modificaram tudo que se sabia sobre automóveis até então. O Ford T além de popular pelo preço US$850, era mais rápido ( 40 milhas por hora) quanto por estouro de vendas, foram vendidos 15 milhões de carros desse modelo.

Na década de 20, entraram em cena os motores de partida usando o sistema Bendix que chegaram para substituir as manivelas, logo depois a Mercedes lança o primeiro automóvel á diesel. Logo depois o acionamento do carro passa a ser através de um motor elétrico ligado por um botão que mais tarde evoluiu para a chave de ignição que existe até hoje.

Um curiosidade é que por norma de segurança o tanque ficava na parte de trás do carro, um pouco mais elevado que o motor , o que fazia o combustível fluísse era a gravidade, em ladeiras muito íngremes a subida deixava o tanque em desnível com o motor, a partir de então criou-se a bomba da gasolina do tanque.

Se eu soubesse disso aos 6 anos, podia ter pedido pra minha mãe colocar um turbo na minha magrela. E falando em turbo, metas para 2017: Aprender a dirigir. Metas para a vida: Ser eterna aprendiz sem nunca desistir. 

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